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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Arquitetura para Web ou Arquitetura para Sistema Operacional (Client)?

Concordando com grandes engenheiros e especialistas em arquitetura de sistemas, incluindo neste meio as empresas Microsoft, Apple e Google, digo:

HTML5 é o futuro da Web (Futuro mesmo, pois, ainda não foi lançado oficialmente).
Mas (tudo tem um mas), não deve substituir aplicações baseadas em sistema operacionais. Tudo depende da necessidade e das alternativas de distribuição da informação.

Estão em alta os sistemas para SmartPhones, portanto muita coisa ainda deve ser feita nestes ambientes e para isto o HTML5 é útil. Existem opções para realizar o deploy de aplicações HTML pela AppStore utilizando alguns mecanismos de empacotamento do XCode. Existe também opção para distribuição de HTML para o Android. HTML5 será o substituto do HTML atual e assim será empregado para desenvolvimento de portais, como já é feito atualmente, ou containers de aplicações Flex e Silverlight.

O que mais o HTML5 pode fazer? (é mais fácil ler no W3C).

Sobre Flex e Silverlight
Recentemente, Steve Ballmer (CEO da Microsoft), informou que o Silverlight é a plataforma da Microsoft para desenvolvimentos em ambiente SmartPhone baseado em Windows. Também vemos neste mesmo meio a Apple fechando as portas para Flash em seus dispositivos. Com um sorriso na orelha o Google apenas agradece.

Mas qual seria o futuro do desenvolvimento de aplicações?
Aplicações Web não devem substituir as aplicações Desktop (O desktop é que deve ser substituído). Isto é de comum acordo entre todas estas grandes empresas.

Flex e Silverlight vão deixar de existir?
Eu acredito que não. O que deve existir é uma melhor arquitetura das aplicações para atuar como SmartClients. Isto já deveria estar sendo feito por todas as empresas.

Uma resposta do Steve Jobs para estes questionamentos.
"Adobe has repeatedly said that Apple mobile devices cannot access “the full web” because 75% of video on the web is in Flash," says Jobs. "What they don’t say is that almost all this video is also available in a more modern format, H.264, and viewable on iPhones, iPods and iPads...Although Flash has recently added support for H.264, the video on almost all Flash websites currently requires an older generation decoder that is not implemented in mobile chips and must be run in software. The difference is striking: on an iPhone, for example, H.264 videos play for up to 10 hours, while videos decoded in software play for less than 5 hours before the battery is fully drained."
"Flash was created during the PC era – for PCs and mice," Jobs said in summary. "Flash is a successful business for Adobe, and we can understand why they want to push it beyond PCs. But the mobile era is about low power devices, touch interfaces and open web standards – all areas where Flash falls short."
"The avalanche of media outlets offering their content for Apple’s mobile devices demonstrates that Flash is no longer necessary to watch video or consume any kind of web content."

Texto original: http://www.bit-tech.net/news/hardware/2010/04/30/apple-explains-why-no-flash-on-iphone/1

Resumo: Melhor uso da bateria, pois utiliza um formato mais evoluído para distribuição de vídeos e também porque o Flex foi elaborado para uso em PCs, sendo assim tem incompatibilidade com a Interface Touch do iPhone e iPad.

Futuro para Mercado de Desenvolvimento
Trabalho com Progress 4gl desde a versão 7.0 e com .Net desde a versão 1.0 do framework (VS2002 Beta). De lá para cá, todas as ferramentas evoluiram muito. O destaque maior fica para a Microsoft com o Visual Studio. Não posso falar de Java ou de outros ambientes pois não atuo nisto, mas vi alguns frameworks para PHP, Python e Ruby e todos oferecem aceleração no desenvolvimento.
Visto que trabalhamos com prazos cada vez mais curtos, utilizar ferramentas de aceleração é o primeiro passo para o futuro. Pensando nisso você deve tomar um rumo novo caso não venha desenvolvendo com agilidade.
A tecnologia não deve ser um fator impeditivo de sua produção. Uma empresa de consultoria e desenvolvimento deve gastar mais tempo pensando na regra de negócio do cliente e assim poder oferecer uma solução mais robusta, ganhando mais tempo para realização de testes antes de distribuir no ambiente do cliente.
Pense que muitas janelas (80%) devem ser geradas com cliques e poucas linhas de código. Muitas funcionalidades já devem estar desenvolvidas fazendo com que se siga um padrão no uso das mesmas e também ganhando tempo. O Framework Vértice .Net trabalha exatamente neste sentido. Gasta-se mais tempo pensando na regra de negócio do cliente e não com o desenvolvimento de janelas.

O que vem depois?
O emprego de uma boa metodologia, seja ela RUP, XP, Scrum, entre outras, ou baseada nestes conceitos ou até mesmo um misto de todas elas.

Percebi que estou fugindo do assunto do post, então continuaremos esta conversa em breve.


Carlos R. Nobrega
Arquiteto de Soluções .Net

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Como fazer uma janela de atualização em poucos segundos

Uma breve apresentação de criação de uma janela de atualização através do Visual Studio.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Framework WebSpeed Orientado a Objetos?

Exemplo de aplicação WebSpeed orientada a objetos.

Já imaginou interceptar o click de um botão no seu programa ".w" ou ".p" como se fosse um evento similar ao AppBuilder e ainda manipular os objetos do HTML como se fossem controles Windows?

Veja um exemplo:

Página HTML

Evento Progress
&ANALYZE-SUSPEND _UIB-CODE-BLOCK _PROCEDURE $BotaoAdicionarMais_Click Procedure
PROCEDURE $BotaoAdicionarMais_Click :
/*------------------------------------------------------------------------------
Purpose:
Parameters:
Notes:
------------------------------------------------------------------------------*/
    DEF INPUT PARAMETER pArgumentos AS CHAR NO-UNDO.
    CAST($Get("$Marcado"), com.Framework.WebControls.WebCheckBox):Marcado = YES.
    CAST($Get("$Descricao"), com.Framework.WebControls.WebTextBox):Texto = "12345".
    CAST($Get("$lblDescricao"), com.Framework.WebControls.WebLabel):Texto = "Novo Label".
    CAST($Get("$lblDescricao"), com.Framework.WebControls.WebLabel):Atributos = "color:blue;".
    CAST($Get("$Categoria"), com.Framework.WebControls.WebComboBox):AddItem("4", "Novo Item", YES).
    CAST($Get("$Categoria"), com.Framework.WebControls.WebComboBox):Selecionado = "4".
    CAST($Get("$BotaoAdicionarMais"), com.Framework.WebControls.WebButton):Texto = "Texto Alterado no BOTÃO".
    CAST($Get("$BotaoAdicionarMais"), com.Framework.WebControls.WebButton):Desabilitado = YES.
    DEF VAR lit2 AS com.Framework.WebControls.WebLiteral.
    lit2 = NEW com.Framework.WebControls.WebLiteral("litAux", "Teste Literal").
    RETURN "OK".
END PROCEDURE.
/* _UIB-CODE-BLOCK-END */
&ANALYZE-RESUME

Resultado HTML após o evento Click

Este framework é um protótipo que demonstra a capacidade do WebSpeed. Enquanto muitos costumam dizer que o WebSpeed não tem potencial nós dizemos o contrário.

Consulte também nosso Framework para a plataforma .Net. Integração nativa com a tecnologia Progress.

Carlos R. Nobrega
Arquiteto de Soluções .Net

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Modernize a sua aplicação

Modernização de um aplicação consiste em analisar o cenário atual e estudar possíveis soluções do mercado. Depende da empresa tomar uma ação para adaptar-se a um modelo mais atual de tecnologia.
Em alguns casos a modernização ocorre em passos lentos, em outros casos com uma velocidade sem igual.

O processo de modernização consiste também em evoluir servidores, sistemas operacionais, banco de dados e claro, a aplicação. Pode-se adotar os modelos tradicionais do mercado ou utilizar novas tecnologias.

O Framework utiliza como base de apresentação e acesso a dados a plataforma .Net, que é utilizada em grande escala pelo mercado. Como exemplo citamos a Microsoft que integrou as suas principais ferramentas ao modelo .Net, disponibilizando assim um acesso nativo à plataforma através das ferramentas: SQLServer, SharePoint, BizTalk, ERPs e CRM entre outras.

Fazendo uso intenso de .Net, o Framework foi projetado para atuar em camadas, ou seja, existem três camadas básicas e outras intermediárias que não influem na infra-estrutura. As camadas são:
  • Dados (Persistence Layer)
  • Regra de Negócio (Business Layer)
  • Apresentação (Presentation Layer)

Com o framework, boa parte da regra de negócio de sua aplicação poderá ser reaproveitada, pois o acesso a dados permanece com o domínio Progress 4GL tendo como controlador de transações a aplicação .Net através do AppServer. O uso de APIs e BOs podem persistir.

A camada de apresentação é o resultado final de uma modernização de um sistema. É o produto que o usuário visualiza. Então atuando neste processo pode-se reduzir o nível de reclamações do sistema por parte dos usuário e assim ganha-se tempo para uma completa evolução. Com o modelo proposto pelo Framework, este passo ocorre de forma rápida e totalmente integrada ao ERP da Totvs ou com um sistema legado.

Abaixo demonstro alguns modelos da camada de apresentação que pode ser integrado ao Datasul EMS.

Modelo Maintenance

Modelo Master x Detail

Modelo Search (Zoom)


Web Access (Portal pela Web com .Net. Não usa WebSpeed)

Modelos customizados (uso de componentes .Net do mercado)



Carlos R. Nobrega
Arquiteto de Soluções .Net

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cenários atuais para desenvolvimento Progress 4GL

Atualmente os desenvolvimentos em Progress 4GL são realizados com o uso do Application Builder e Templates SmartObjects e para o desenvolvimento Totvs/Datasul, faz-se uso dos Templates DDK 2000 que é distribuído com o produto Datasul.

Em ambos os modelos não está presente o desenvolvimento orientado a objeto. Desde a versão 10 do Progress, as procedures 4GL podem ser criadas utilizando os recursos de Programação Orientada a Objeto (POO).

O uso de orientação a objeto torna o desenvolvimento muito mais simples. No Framework Vértice grande parte do trabalho já foi realizada, cabendo apenas fazer uso dos objetos. Para facilitar ainda mais, a camada de apresentação também é acelerada com o uso de templates. Em menos de um minuto, torna-se possível criar a interface de um cadastro, já executando as validações definidas na camada 4GL e com uma pesquisa (zoom) padrão. Deve-se gastar mais tempo apenas para criar a regra de negócio, ou seja, nos processos que exigem maior atenção da equipe.

Veja agora o cenário atual e os cenários propostos pelo Framework.

O cenário 1 representa o modelo atual de desenvolvimento para o produto Totvs/Datasul.


O cenário 2 é utilizado para aplicações satélites, onde a integração com o ERP é realizada através de ODBC, APPServer ou com o RPW (Datasul). Para clientes que não querem aumentar o número de licenças de usuários do ERP a Vértice possui o mesmo Framework com uso do banco de dados SQL Server.


No cenário 3 o uso do Framework .Net é de 100%. Uma aplicação totalmente integrada ao ERP Totvs. Este Framework já está preparado para o Totvs 11.


Utilizando o Framework, com poucas alterações, fica garantido o reaproveitamento da camada de apresentação no caso de migração para um outro ERP. O seu legado não é perdido e com isso horas de desenvolvimento são salvas. É claro que em determinadas ocasiões reescrever um código é algo mais sensato e cada caso deve ser analisado.

Carlos R. Nobrega
Arquiteto de Soluções .Net

Progress 10.2B e o AppServer

Com a versão 10.2B do Progress, todos os bugs para uso do AppServer com .Net foram corrigidos. O Framework .Net é 100% baseado nesta nova versão do Progress. Com o uso desta versão conseguimos evoluir a camada CRUD do framework e assim reduzir ainda  mais a codificação dos aplicativos.

Para conhecer mais sobre o AppServer acesse o site do fabricante: http://web.progress.com/pt-br/index.html


Métodos e Eventos da Classe BusinessObject

Grande parte dos sistemas onde a programação é orientada a objeto, consistem em abstrair a regra de negócio para uma camada independente e no Framework não é diferente. A criação de uma camada única para absorver a regra de negócio torna o desenvolvimento mais atrativo quando houver a necessidade de replicar um programa específico em ambientes diferentes, como por exemplo, uma aplicação publicada no modelo Intranet/Web e outra no modelo Client x Server.

No modelo em que propomos o desenvolvimento, o retrabalho seria apenas construir duas interfaces para os dois ambientes. A regra de negócio seria única e poderia ser utilizada nos dois modelos.

Este desenvolvimento torna-se fácil quando utilizado o Framework Vértice, veja como.

As classes de negócio fazem uso da classe base “Framework.BusinessLayer.BusinessObject” e esta por sua vez já executa diversas funcionalidades sem a necessidade de codificação redundante. Fazer o uso da transação ativa, realizar validações de chave primária e única e disponibilizar eventos, são alguns destes procedimentos que são executados automaticamente, restando ao programador apenas codificar da regra de negócio do objeto.

Os eventos disponibilizados por esta classes são:
  • OnValidateSaveRecord
  • BeforeSaveRow
  • AfterSaveRow
  • OnValidateDeleteRecord
  • BeforeDeleteRow
  • AfterDeleteRow

Estes eventos devem ser utilizados apenas no cliente (.Net) para efetuar validações antes de executar a regra de negócio na plataforma 4GL.

A classe “BusinessObject” permite a sobreposição dos seguintes métodos:
  • SaveRow
  • DeleteRow
  • GetAll
  • GetMax
  • Exists
  • GetRecord
  • ValidateDeleteRow
  • ValidateSaveRow
  • Delete

Existe também os métodos de uso comum da classe BusinessObject que são:
  • NewRecord
  • AddErrorManual
  • InsertRow
  • SetErrors
  • GetEmpty

Carlos R. Nobrega
Arquiteto de Soluções .Net

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Acesso ao banco Progress (Conexão e Transações)

No mundo .Net, a manipulação de dados é bastante facilitada devido ao uso das classes contidas na namespace System.Data. O uso de objetos como Dataset, Datatable, DataRow faz com que sua aplicação utilize o modelo de dados desconectado.

O Framework utiliza todo o potencial do .Net para a manipulação de registros e demais funcionalidades. No exemplo a seguir mostro como é realizada uma conexão com o banco de dados, utilizando uma transação 4GL e retornando os dados da tabela usuário.

Dim conn As New PROConnection(True)
Dim usuario As New SysUsuario(conn.AppServer)
Dim dtUsuario As ttSysUsuarioDataTable
Try
   conn.Transaction.BeginTransaction()
   dtUsuario = usuario.GetAll
   MsgBox(dtUsuario.Rows.Count)
   conn.Transaction.CommitTransaction()
Catch ex As Exception
   conn.Transaction.RollbackTransaction()
   MsgBox(ex.Message)
Finally
   conn.AppServer.Shutdown()
End Try

Realizada a conexão com o banco de dados o objeto dtUsuario é populado com todos os registros da tabela SysUsuario, conforme utilizado no exemplo. Após o encerramento da transação e da conexão, a classe pode fazer uso do modelo desconectado do .Net. Pode-se então popular, por exemplo, um componente DataGridView.
 
O exemplo abaixo mostra como é realizada as operações de Inclusão, Modificação e Eliminação de um registro na mesma tabela (SysUsuario) utilizada no caso anterior.
 
Dim conn As New PROConnection(True)
Dim usuario As New SysUsuario(conn.AppServer)
Dim drUsuario As ttSysUsuarioRow = Nothing
Try
   conn.Transaction.BeginTransaction()

   'Cria o usuário 3
   drUsuario = usuario.NewRecord()
   drUsuario.User_ID = 3
   drUsuario.Nome = "Teste 3"
   drUsuario.Email = "teste@teste.com"
   drUsuario.Inativo = False
   drUsuario.Login = "teste3"
   drUsuario.Senha = SimpleCryptography.Encrypt("1234")
   drUsuario.TentativasLogin = 0
   usuario.Save(drUsuario)

   'Busca o usuário 3 e atualiza o campo e-mail
   drUsuario = usuario.GetRecord(New Object() {3})
   drUsuario.Email = "teste3@teste.com.br"
   usuario.Save(drUsuario)

   'Busca o usuário 3 e elimina
   drUsuario = usuario.GetRecord(New Object() {3})
   usuario.Delete(drUsuario)

   conn.Transaction.CommitTransaction()

Catch ex As Exception
   conn.Transaction.RollbackTransaction()
   MsgBox(ex.Message)
Finally
   conn.AppServer.Shutdown()
End Try

O Framework trás o modelo de transação do Progress para o domínio da aplicação .Net.

Este modelo de dados é a parte introdutória aos conceitos de conectividade com o banco de dados Progress.

Em breve mostrarei o modelo de apresentação (Templates) que já realizam estas operações da camada CRUD (Create, Read, Update, Delete) tornando o desenvolvimento de aplicações simples e mantendo assim o foco no desenvolvimento na "Regra de Negócio".


Carlos R. Nobrega
Arquiteto de Soluções .Net